As Borboletas são insetos pertencentes a ordem Lepidóptera (do grego "asas com escamas"), que incluem também as mariposas. As borboletas são predominantemente diurnas, e se alimentam de néctar e frutas em decomposição (Brown Jr. & Freitas, 1999). A maioria das espécies de borboletas possui asas com cores vivas e são fáceis de se identificar no campo (Otero, 1971).
Os insetos compreendem mais da metade dos animais existentes no planeta, com cerca de 715.000 espécies. Levando-se em conta o número elevado de espécies, os insetos ainda são muito pouco usados como "Bandeiras", na preservação e conservação de áreas naturais (Freitas et al, 2003).
Sendo assim, a construção de borboletários vai de encontro a uma série de necessidades científicas e educacionais, conectando valores da sociedade com educação ambiental e conservação.
As borboletas são animais que evoluem há milhões de anos. Como outras espécies, precisaram também do recurso da adaptação para continuar a existir e a deleitar nossos olhos com suas cores variadas e seu bailado harmonioso em busca de alimento.
As borboletas estão na seguinte classificação biológica: filo arthropoda, Classe Insecta e Ordem Lepidóptera. Em seguida, se dividem em famílias. Os critérios utilizados para agrupá-las em famílias costumam variar de acordo com os grupos de cientistas. A denominação das borboletas se dá por dois nomes. O primeiro refere-se ao gênero e o segundo a diferença especifica, ou seja, à espécie.
As borboletas atravessam quatro fases de transformação: o ovo, a lagarta, a pupa e, finalmente, o imago, que é a borboleta adulta.
A fêmea fecundada procura a planta hospedeira para fazer a oviposição, isto é botar os seus ovos.
O ovo é uma estrutura rígida que resiste a variações ambientais e possíveis ataques de predadores.
Em condições ambientais satisfatórias, os ovos eclodem em média em 12 dias, dando origem às larvas.
Para evitar os predadores, elas permanecem imóveis durante o dia, para se camuflarem e mimetizarem com o ambiente, outros possuem espinhos ou pêlos urticantes.
As lagartas trocam de pele, ou casca, de quatro a oito vezes. Depois de várias transformações, elas se imobilizam e, trocando de pele mais uma vez, fixam-se de cabeça para baixo num tufo de seda com cola. Transformam-se, assim, em pupas. As lagartas, ao se empuparem, soltam a casca que as recobrem.
Em alguns dias, as borboletas nascem rompendo a camada da pupa. Durante o seu vôo inicial, elas se desfazem dos excrementos acumulados no intestino. Na maioria das vezes, o macho já esta a espera para o acasalamento.
A vida das borboletas é muito curta. Em média, elas vivem duas semanas, excepcionalmente podem viver por um ano.
O corpo de uma borboleta é composto por três partes principais: a cabeça, o tórax e o abdome. Um exoesqueleto rígido protege e moldura as partes da borboleta.
Na cabeça ficam os órgãos sensoriais e de alimentação. Elas não possuem boca, mas palpos que são usados para sentir e testar os alimentos. Os olhos são compostos por milhares de pequenas lentes, chamadas omatídeos, que possibilitam uma visão de 360 graus. Embora limitada a algumas cores, podem alcançar o espectro do ultravioleta. Na cabeça ficam também as antenas que servem para orientar o vôo e detectar odores. Uma pequena tromba dupla, chamada espirotromba, serve para sugar o néctar das flores ou o suco dos frutos.
No tórax ficam os aparelhos locomotores das borboletas, que são as pernas e as asas. Os pés também são usados para provar os alimentos. Já as asas conseguem absorver e transmitir energia solar para o tórax o que possibilita a sua transformação em força motriz, que gera o bater das asas. O colorido das asas decorre de milhares de escamas microscópicas justapostas. São de 200 a 600 escamas por milímetro quadrado.
As borboletas podem voar até 50 km por hora. Através do vôo, elas conseguem respirar, pois o bater de asas é que controla a abertura e o fechamento dos espiráculos, que são pequenos orifícios espalhados ao longo do tórax, por onde entra o ar. O bater de asas também ajuda na sucção de líquidos pela espirotromba.
O abdome é um longo tubo segmentado. Nele ficam os órgãos reprodutivos, o sistema circulatório com coração e os espiráculos que permitem a passagem de ar, através de uma rede de tubos chamada traquéia. Os machos possuem um par de garras para prender a fêmea durante o acasalamento. Já as fêmeas têm um abdome mais gordo para abrigar os ovos, e um saco lateral para receber o esperma masculino. O aparelho digestivo é adaptado para uma dieta exclusivamente liquida, constituída principalmente pelo pólen e néctar das flores.
O principal objetivo de uma borboleta adulta é a reprodução. Na maturidade sexual os machos procuram as fêmeas e produzem uma espécie de perfume que as excita. No acasalamento, o esperma masculino é transferido para um saco lateral, dentro do abdome da f êmea. A fecundação só acontece no momento da oviposição, quando a borboleta fêmea comprime a bolsa com o esperma.
Na natureza, de cem ovos, apenas dois conseguem se transformarem efetivamente em borboletas. Sobreviver até a fase final é muito difícil. Porque uma parte das borboletas são alvos de predadores, tais como aranhas, pássaros, lagartixas, grilos e formigas, em todas as suas fases de transformação, desde o ovo até a da fase adulta. O restante é vitima de condições climáticas adversas, como frio, chuva, vento e ainda vírus e bactérias.
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